Este blogue é dedicado ao povo português ao MFA e muito especialmente ao único primeiro ministro de Portugal que foi verdadeiramente amigo do povo:

- O GENERAL VASCO GONÇALVES.

Sábado, 26 de Março de 2011
2011 - 36 anos da criação do subsídio de desemprego

Faz hoje 36 anos que o IV governo provisório (26 de Março de 1975 - 8 de Agosto de 1975), chefiado por Vasco Gonçalves, criou em Portugal o subsídio de desemprego (o mesmo Vasco Gonçalves que, à frente de outros governos provisórios, criou também o salário mínimo, o subsídio de férias e o subsídio de natal).

 

Para a vida de muitos milhares de portugueses em situações sociais desesperantes, é ainda, face ao persistente desemprego, o único e magro provento com que contam, resultado dos seus descontos e não, como os propagandistas neoliberais querem fazer crer, benesses do estado ou destemperamento orçamental.

 

A medida da sua força, nos dias que correm, pode ser avaliada, simultaneamente, em dois tabuleiros: é encarado naturalmente, como o ar que se respira, como se não tivesse história, por grande parte da população; e é alvo dos maiores ataques (no limite: para o liquidar) por parte dos partidos da burguesia.

A sua implementação foi possível porque havia, obviamente, um governo provisório, na sua geometria variável, vinculado à luta dos trabalhadores, ao seu objectivo socialista, e com força política bastante para avançar com ousadia e firmeza.

 

Mas foi fundamentalmente porque o movimento de massas se desenvolvia e arrancava conquistas democráticas aos exploradores, nomeadamente com as nacionalizações dos sectores-chave da economia, que o governo provisório pôde actuar desse modo. Uma lição para o futuro.

 

Publicado por J. Vasco em 31/03/2010



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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009
Lembrando tempos de Poder Popular

Tempos que já vão distantes...

 

Eram tempos de esperança, esperança do fim da exploração e do inicio de um Poder Popular que se esgotou com o fim do 5º governo provisório.

 

Uma esperança de melhores tempos mais favoráveis ao proletariado mas que as forças do monpólio esmagaram e destruiram...

 

HOJE VIVEMOS CADA VEZ MAIS ESMAGADOS POR UM CAPITALISMO QUE INVENTA CRISES QUE ACREDITO SEJAM FABRICADAS COM A FINALIDADE DE ESMAGAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS E EXPLORAR OS TRABALHADORES COMO NUNCA, VIVEMOS TEMPOS EM QUE DIREITOS LABORAIS SEM PERDEM A UMA VELOCIDADE ASSUSTADORA.
 



Unidade POVO/MFA editou às 16:56
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Sábado, 5 de Abril de 2008
E Abril se foi...

25 de Abril:
Desenvolvimento social do país
aquém do preconizado pelo MFA

05 de Abril de 2008, 21:34

 
 

Peniche, Leiria, 05 ABR (Lusa)- Militares do Movimento das Forças Armadas (MFA) afirmaram hoje em Peniche, numa sessão no âmbito do 34º aniversário da Revolução dos Cravos, que está por cumprir o ideal de desenvolvimento social para o país defendido no 25 de Abril.

"Há ainda níveis de desigualdade social e pobreza que não estavam nos nossos objectivos para o futuro imediato de Portugal", disse à Lusa Otelo Saraiva de Carvalho, um dos Capitães de Abril, que tinham como ideais "democratizar, descolonizar e desenvolver" o país.

A posição foi também partilhada por Marques Júnior, outro dos Capitães de Abril e actual deputado do Partido Socialista na Assembleia da República.

"Trinta e quatro anos depois, ainda existem dois milhões de pessoas que vivem no limiar da pobreza, o que é uma profunda tristeza para um militar de Abril", reforçou.

Otelo Saraiva de Carvalho, responsável no MFA por ter desencadeado a operação militar que em 25 de Abril de 1974 derrubou o regime no país, frisou no entanto que "não se pode comparar o Portugal do passado ao Portugal do presente", depositando "esperança na juventude portuguesa" para dar continuidade aos ideais de Abril.

Além dos dois militares de Abril - Otelo Saraiva de Carvalho e Marques Júnior- participaram no colóquio "Da resistência à Ditadura, as conquistas de Abril", o fiscalista Saldanha Sanches (antigo preso pol��tico) e Kalidás Barreto (sindicalista e ex-dirigente da CGTP).

O colóquio foi promovido pela Juventude Socialista da Federação Distrital de Leiria para comemorar os 34 anos da Revolução de Abril, que se completam no próximo dia 25.

Na sessão, o secretário-geral da Juventude Socialista, Pedro Nuno Santos, defendeu que a juventude continua a pautar-se pelos ideais de Abril, alertando para o facto de que "o 25 de Abril não está ainda concluído", quando as "mulheres não atingem ainda a plena igualdade" com os homens no acesso à profissão, ou quando os homossexuais "não têm os mesmos direitos" que os heterossexuais na sociedade.

O dirigente alertou também para os níveis de pobreza e de desigualdade social que colocam Portugal "entre os últimos países da União Europeia".

FYC.

Lusa/Fim

 



Unidade POVO/MFA editou às 22:22
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Terça-feira, 31 de Julho de 2007
O valor da verdade

A Contra-revolução confessa-se
2005-04-18

Quando questionados acerca do valor da verdade, muitos serão, certamente, aqueles que dirão que o limiar entre a verdade e a mentira é ténue, curto, difícil de definir. Os donos desse tipo de resposta podem ser muita coisa, mas não são, ao certo, comunistas.

Este é o principal ensinamento que retiramos ao ler a obra "A verdade e a mentira na Revolução de Abril - A contra-revolução confessa-se", escrita aquando do 25º aniversário do 25 de Abril, pelo camarada Álvaro Cunhal.

Aqui evidenciam-se, de forma notável, os podres, as contradições e as mentiras que os mais amplos sectores da social-democracia portuguesa (e não só, dada a ingerência da CIA e outras forças internacionais) veicularam e veiculam sobre tudo o que envolve o processo revolucionário, desde o próprio fascismo até aos dias de hoje, passando pelos agitados dias do Processo Revolucionário Em Curso.

Porém, é simplesmente incrível como cruzando discursos, afirmações e factos se chega a conclusões que, infelizmente, de surpreendente têm pouco, dada a traição que a Revolução Portuguesa sofreu, acabando por gerar este sistema em que vivemos hoje, que de democrático tem apenas a alcunha, pois já pouco resta das enormes conquistas que a Revolução de Abril nos trouxe.

Com efeito, Cunhal presenteia-nos com um conjunto de citações de figuras da história, mas também da actualidade portuguesas, que deixam "cla-rinho como água" (para quem ainda tivesse dúvidas), o carácter viscoso, mentiroso, anti-democrá-tcio e anti-comunista de personalidades que insistem em auto-catalogar-se como "de esquerda" ou "democratas", como Francisco Sá Carneiro, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Soares, Diogo Freitas do Amaral ou Fernando Rosas (sim, esse mesmo, o do Bloco "de Esquerda"!), entre outros, cujo papel na destruição (na altura) e no branqueamento (agora) da Revolução, lhes valerá o eterno agradecimento de famílias (ou grupos empresariais - neste caso é difícil de distinguir) como os Mello's e os Champalimaud's.

Perante isto, é papel dos comunistas não deixar cair as assinaláveis mudanças que Abril permitiu, quer pelos extraordinários avanços sociais verificados nas mais diferentes áreas - direitos laborais, reforma agrária, saúde, educação, etc. -, quer pela forma como estes avanços se registaram: a luta. Na verdade, a noção que apenas a luta de massas, consequente e revolucionária, é o caminho para as vitórias populares, é uma lição que o 25 de Abril, experiência revolucionária única pelas suas particularidades, nos deve para sempre deixar. Com efeito, apenas a luta permitiu, não só os avanços acima descritos, como a resistência à feroz investida que o Capital estrangeiro e nacional fizeram à revolução portuguesa, realizando golpes (como o 28 de Setembro ou o 25 de Novembro), perseguindo os comunistas e os progressistas, e até criando e promovendo fenómenos de distracção e distanciamento do essencial como eram os grupelhos esquerdistas ou, noutro plano, o PS e o PSD.

Assim, podemos com firmeza afirmar que de 74 aos nossos dias a estratégia do Capital não se alterou muito, apenas se adaptou criativamente aos dias que vivemos e às batalhas que foi ganhando e perdendo, senão vejamos: em 74, os esquerdistas apelidavam o PCP de revisionista, recuado, cúmplice do Capital; hoje continuam a fazê-lo sem grandes alterações... Em 74, o PS escrevia no seu programa palavras como "nacionalizações", "reforma agrária" e outras coisas por que os comunistas sempre lutaram e pugnaram, sendo que quando se apanhou no poder não fez nada para isso (aliás, bem pelo contrário), acusando o PCP de tentar impor outras formas de ditadura; hoje afirma-se "de esquerda" e governa claramente com medidas de direita, apelidando os comunistas de "idealistas", "utópicos", etc.; quanto ao PSD, também só no vocabulário houve alterações, pois continua a afirmar fazer o melhor para os trabalhadores e as populações, acabando sempre por os prejudicar, em detrimento dos grandes grupos económicos.

Com certeza e convicção podemos afirmar que estas preocupações de tipo social só eram escritas e anunciadas como forma de distracção das massas, pois como em "A verdade e a mentira na Revolução de Abril" se desmascara, é o próprio Mário Soares quem desvaloriza o conteúdo programático do seu próprio partido (!). É caso para perguntar se o subtítulo "A contra-revolução confessa-se" poderia fazer mais sentido Em suma, nesta brilhante obra, de que esta curta análise não pretende, nem poderia nunca ser um resumo, Cunhal demonstra de forma científica o cunho de classe que o relato da História assume cada vez que é narrada e construída, mediante quem a escreve e organiza. Tanto assim é que, no que ao 25 de Abril se refere, as forças defensoras do capitalismo se viram forçadas, não apenas a sobrevalorizar factos e personalidades de forma romanceada (como habitualmente fazem), como necessitaram de branquear, apagar e distorcer factos para criar uma versão "aceitável" da nossa Revolução para vender às gerações futuras.

Mas, como tudo o que é produzido pelo capital, também esta versão tem contradições, quer na estrutura, quer na forma, acabando por cair como um baralho de cartas quando confrontada com factos e depoimentos dos próprios produtores dessa versão.

Como diz o nosso sábio povo: "a verdade vem sempre ao de cima"... é uma chatice para alguns, mas é mesmo assim...

 

Texto originalmente publicado no Agit, n.º 69 de Abril de 2005

Tiago Vieira
Membro da Direcção Nacional da JCP

 

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extraído do site da: Juventude Comunista Portuguesa

 



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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007
Lembrando "Abril e Zeca Afonso" na Galiza



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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
Hoje estamos em greve

Aqui estamos de greve...
 



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Domingo, 27 de Maio de 2007
21 de Julho de 2003

General Vasco Gonçalves condecorado
 com a Ordem "Playa Girón"

O Embaixador de Cuba em Portugal, Reinaldo Calviac, condecorou ontem o General Vasco Gonçalves com a Ordem "Playa Girón", uma das mais altas distinções da República de Cuba. A cerimónia decorreu dia 9 de Julho, nas instalações da Embaixada, com a presença de numerosos amigos e admiradores do líder mais consequente da Revolução Portuguesa de Abril de 1974.
A decisão de agraciar o Gen. Vasco Gonçalves com a Ordem "Playa Girón" fora tomada pelo Conselho de Estado da República de Cuba.
Segue-se o texto do discurso pronunciado na ocasião pelo Gen. Vasco Gonçalves:


Senhor Embaixador da República de Cuba
Minhas senhoras e meus senhores
Meus amigos

Em Maio de 2001, estando presente nesta Embaixada o Presidente da República de Cuba Fidel Castro, senti-me sobremaneira honrado ao saber, pela leitura feita pelo Senhor Embaixador, de uma carta do Ministro das Forças Armadas Revolucionárias, General de Exército Raul Castro, que o “Conselho de Estado da República de Cuba, por proposta do seu Presidente decidira conceder-me em comemoração pelos meus 80 anos, uma das mais altas condecorações que outorga o Estado Cubano, a Ordem da Playa Girón, a qual se entrega (são os termos da comunicação) a cidadãos cubanos e estrangeiros, e a Chefes de Estado e de Governo, que se destaquem extraordinariamente na luta contra o imperialismo e as forças da reacção e por grandes actos a favor da paz e do progresso da humanidade.”

Cito estes termos e, do mesmo passo, desejo dizer-vos que esta condecoração sobreleva os méritos que, porventura, terei tido no decorrer do processo revolucionário que se desenvolveu, no nosso país, logo a partir do dia 25 de Abril de 1974, após o derrubamento do governo facista-colonialista, que oprimiu o povo português e os povos das colónias, ao longo de quase meio século.

É meu dever indeclinável associar, estreitamente, a esta elevada distinção a aliança Povo-MFA, que foi motor das conquistas de Abril.

Razões de ordem pessoal, nomeadamente, diversas situações do meu estado de saúde, hoje, felizmente, ultrapassadas, impediram, como era meu desejo, que me deslocasse a Havana, a fim de que a cerimónia de imposição fosse realizada em ocasião propícia.

Esta ocasião veio a ser hoje, em Lisboa, na presença do Embaixador Reynaldo Calviac, representando o Presidente da República de Cuba, e na vossa presença.

O significado da Playa Girón é grande. São palavras do próprio Chefe da Revolução Cubana: “... a partir daquela data o destino dos povos deste continente, na liberdade e na dignidade que conquistava um deles, frente à agressão do poderoso império que os avassalava a todos, seria diferente. Porque, diga-se o que se diga, a partir de Girón, todos os povos da América foram um pouco mais livres.”

Esta cerimónia realiza-se num momento em que a situação que vive Cuba é de tal modo grave que, Fidel Castro declarou no passado dia 1º de Maio, na Praça da Revolução:
“Em nome do milhão de pessoas aqui reunidas neste Primeiro de Maio desejo enviar uma mensagem ao mundo e ao povo norte-americano. Não desejamos que o sangue de cubanos e norte-americanos seja derramado numa guerra; não desejamos que um incalculável número de vidas de pessoas que podem ser amistosas se perca numa contenda. Mas nunca um povo teve coisas tão sagradas a defender, nem convicções tão profundas pelas quais lutar, a ponto de preferir desaparecer da face da terra, antes de renunciar à obra nobre e generosa pela qual muitas gerações de cubanos pagaram o elevado custo de muitas vidas dos seus melhores filhos. Acompanha-nos a convicção mais profunda de que as ideias podem mais que as armas, por sofisticadas e poderosas que estas sejam.
Digamos como o Che ao despedir-se de nós: ATÉ À VITÓRIA SEMPRE!

” Neste momento, de tão pesadas e concretas ameaças para a independência e a autodeterminação de Cuba desejo afirmar, a minha profunda e bem sentida solidariedade com a Revolução Cubana.

Cuba, bloqueada, demonstra, a todo o mundo, que é possível resistir ao imperialismo, ao império norte-americano.
Mas esta resistência não é um acaso da história.
Ela é fruto de 44 anos de luta heróica, pela independência nacional e pela autodeterminação, pela realização de objectivos patrióticos e libertadores, luta inspirada, dia a dia, pelos elevados exemplos de patriotas, como Céspedes, Maceo, Martí, o pai da Revolução.

Ela é fruto da determinação e do empenhamento exemplares do povo e da direcção política e ideológica da Revolução, na construção de uma sociedade de equidade e de justiça social, tendo, como horizonte, o socialismo.

Ela é fruto da própria ética da Revolução desde o seu primeiro dia. Dirigindo-se aos amigos de Cuba, no passado dia 25 de Abril, o Presidente Fidel Castro afirmou, com veemência:
“Continuaremos a ser íntegros e consequentes, como temos sido desde 1959 até hoje. Jamais terão motivos para envergonhar-se do seu nobre apoio.”

Cuba, sofrendo um criminoso e cruel bloqueio, que prentendia reduzí-la à rendição, pela fome, pela miséria, pela falta de medicamentos, viu-se forçada, para, defender a Revolução e o futuro, a adoptar medidas que não estavam no seu horizonte revolucionário e que o contrariam.

Mas, Cuba, fiel aos princípios fundadores da Revolução resiste. E pelo seu extraordinário exemplo de resistência, temos o dever de afirmar a nossa gratidão. Cuba é credora da gratidão e da solidariedade de todas as forças progressistas do mundo.

Senhor Embaixador:
Solicito-lhe que transmita ao Presidente da República de Cuba, Fidel Castro, ao Ministro das FAR, Raul Castro, aos membros do Conselho de Estado e ao Povo Cubano a expressão da grande honra que sinto do mais fundo do meu coração, e a minha gratidão por tão elevada distinção.

Vasco Gonçalves

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

21/Jul/03



Unidade POVO/MFA editou às 18:35
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Grândola Vila Morena



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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007
Relembrando...

Uma praça de gente madura

Encabeçou quatro Governos Provisórios na época do Processo Revolucionário em Curso (PREC). Vasco Gonçalves, um militar de carreira ligado à Revolução dos Cravos esteve na Covilhã.

Abril 2004

Agarrou nos destinos do País logo após o derrube do regime. Vasco Gonçalves, militar de carreira que chega a general através do Movimento das Forças Armadas (MFA) e de todo o papel desempenhado no derrube do fascismo, explica os tempos conturbados do PREC. O anfiteatro da Parada, local onde em tempos estiveram também as vozes e os comandos militares da Covilhã, enche-se agora para ouvir o chefe dos II, III, IV e V Governos Provisórios. A esta personagem se devem canções como "Força, força companheiro Vasco", mas também "reformas essenciais que prepararam Portugal para a adesão à Comunidade Europeia". A convite do Partido Comunista, o general Vasco trouxe à Covilhã um resumo alargado das medidas que julgou "melhores para uma nação à beira da guerra civil". Palavras conturbadas por uma voz cansada, a mesma que contribuiu para "a viragem à esquerda de toda uma pátria". Logo na criação do MFA, Vasco Gonçalves lembra que "existiam cores políticas de todos os quadrantes". No entanto, considera natural que após a libertação de um regime de "extrema-direita" e com o aparecimento do PCP e PS, "o País estivesse mais simpatizante com políticas dessa área".

Aliança Povo/MFA foi motor da revolução

"A terra para quem a trabalha", um slogan repetido vezes sem conta pelo Portugal de Abril. Uma das mais importantes, mas "também das mais polémicas" medidas tomadas pelo executivo de Vasco Gonçalves, prende-se com a Reforma Agrária. A constituição de cooperativas e a distribuição de terras "foi uma medida difícil". No entanto, o general não sente que "tivesse agido de forma incorrecta". Antes pelo contrário, "era necessário tirar da fome e da miséria um povo oprimido". O fosso entre ricos e pobres, naquele tempo "era imenso". Talvez venha daí a explicação para a "adesão expontânea" dos populares ao movimento revolucionário. O motor da revolução "foi o povo e a sua ligação às forças armadas".

Políticas desajustadas

Mesmo fora da vida política activa, o criador do "Gonçalvismo" tece várias críticas ao actual Governo. Para Vasco Gonçalves, "um homem que será sempre contra a liberalização dos mercados", as actuais políticas de contenção "vêm hipotecar o futuro do País". Para o antigo primeiro-ministro, deveria de existir "uma maior justiça social", em todos os campos. Outra das medidas que julga "contrárias ao espírito português" tem a ver com a ajuda de Portugal aos Estados Unidos na invasão do Iraque. Vasco Gonçalves mostra-se contra "ideias terroristas para combater o terrorismo". O apelo "para mudar toda esta situação", fica na arma do povo, "aquela que Abril veio implementar e que é a mais importante de todas: o voto".

Por Eduardo Alves
 urbi et orbi



Unidade POVO/MFA editou às 19:16
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Sobre o antes e o agora...

Sobre a Revolução de Abril
e a situação actual

por Gen. Vasco Gonçalves [*]

 

No dia 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas, derrubou o governo fascista-colonialista.

Nesse mesmo dia, apoiando o golpe militar desencadeou-se um espontâneo e vigoroso levantamento popular e nacional.

O impulso das massas populares e dos trabalhadores exigindo um empenhamento social e político mais alargado e profundo do que o inicialmente previsto pelo Movimento das Forças Armadas, fez que a relação de forças dentro do Movimento fosse favorável aos militares que mais se identificavam com as aspirações, as reivindicações, os interesses populares, e imprimiu uma dimensão revolucionária ao golpe militar.

Foi nestas condições que surgiu a aliança Povo-MFA, que foi o motor da Revolução.

A Revolução de Abril foi a mais profunda e a mais popular das revoluções portuguesas.

Trouxe ao nosso povo, às suas classes mais desfavorecidas as maiores conquistas da sua história de oito séculos.

Pôs fim à guerra colonial e deu um impulso decisivo na criação de condições para a independência não neocolonialista de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Guiné-Bissau (embora este país já tivesse proclamado a sua independência numa parte do seu território).

Portugal deixou de ser um país isolado cujo governo se submetia aos interesses do imperialismo e passou a praticar uma política de abertura e diversificação das relações internacionais, assumindo uma política de independência nacional, como o atestam o processo de descolonização e as profundas transformações económicas e sociais realizadas no curto período de Abril de 1974 até ao último trimestre de 1975.

É de salientar que o processo da Revolução de Abril mostrou que a liquidação do poder económico dos grupos monopolistas e do latifúndio era uma condição necessária para a instauração de uma autêntica democracia política.

A Revolução de Abril:
 

  • Instaurou um regime de amplas liberdades, garantias e direitos políticos, cívicos, culturais, sindicais e laborais.
     
  • Destruiu as bases do capitalismo monopolista de estado e dos grupos económicos monopolistas.
     
  • Nacionalizou a banca e as companhias de seguros, os sectores básicos da produção, as principais empresas de transportes e comunicações, criando um sector público de peso determinante na nossa economia, na regulação do mercado e no comércio externo.
     
  • Realizou a Reforma Agrária com a expropriação do latifúndio, dando origem à constituição de unidades colectivas de produção constituídas e dirigidas por trabalhadores assalariados rurais, trabalhadores sem terra, pequenos e médios proprietários rurais.
     
  • Aprovou uma nova lei do arrendamento rural, e devolveu aos povos os terrenos baldios.
     
  • Melhorou e dignificou substancialmente as condições de vida dos trabalhadores em geral e das mais vastas camadas da população.
     
  • Promoveu transformações progressistas no ensino, e um extraordinário aumento da frequência escolar.
     
  • Aprovou a criação do Serviço Nacional de Saúde, e desenvolveu a cultura e o desporto populares.

A Revolução de Abril terá sido, na Europa Ocidental e depois da Comuna de Paris, a maior ofensiva feita contra o sistema capitalista.

Ao longo do processo histórico da Revolução de Abril foi surgindo, nas suas linhas gerais, um modelo de transição pacífica, democrática e pluralista para o socialismo.

Este modelo foi sendo elaborado na prática, nas condições políticas, sociais e culturais do nosso país, fortemente determinadas pela participação e intervenção populares, pela existência do Movimento das Forças Armadas, pela aliança Povo-MFA, na dinâmica de uma acesa luta de classes, no contexto da crise da economia capitalista de 1973-75 e das relações internacionais caracterizadas pela guerra fria.

Às Forças Armadas foi atribuída em lei , antes da aprovação da Constituição da República e, depois, no próprio texto constitucional a missão «histórica de garantir as condições que permitam a transição pacífica e pluralista da sociedade portuguesa para a democracia e o socialismo».

O modelo correspondia à acção, transformadora, directa, revolucionária exercida pelo movimento popular, pelo MFA, e pelos Governos Provisórios.

Constituía uma promessa fundamental e um ponto de honra para o MFA, a realização de eleições livres para a Assembleia Constituinte, no prazo prometido.

Os sectores da sociedade portuguesa que temiam a dinâmica revolucionária, opuseram-se a ela, procurando subordinar o movimento social e quaisquer profundas transformações a uma anterior legalidade constitucional, legitimada pelo sufrágio universal opondo, portanto, grandes reservas à intervenção dos militares na vida política e à crescente influência das massas trabalhadoras e do movimento sindical e popular.

Até um certo momento os dois processos, o revolucionário e o eleitoralista, não divergiram de modo substancial.

Os governos provisórios de coligação do MFA com os principais partidos políticos participaram em ambos.

Mas, o agravamento das divergências de interesses de classes, a contra-revolução, a luta política, social, económica para defender e consolidar e situação democrática, a persistência dos choques ideológicos e políticos, a satisfação de reivindicações e aspirações populares básicas, a progressiva organização e importância da actuação das massas laboriosas e seus partidos políticos (nomeadamente o Partido Comunista Português) fizeram que os dois processos fossem entrando numa confrontação que se agudizava à medida que se aprofundavam as conquistas da Revolução.

Subjacentes a este confronto estavam, na verdade, sob diversas formas, a ideologia da propriedade privada, a luta de classes, o medo da ascensão das classes trabalhadoras ao poder.

A aprovação e promulgação da Constituição Portuguesa em 1976, a qual institucionalizou todas as conquistas democráticas e revolucionárias alcançadas antes (e, portanto, o modelo de transição pacífica e pluralista para a democracia e o socialismo) ainda foi possível devido ao impulso do processo revolucionário que se desenvolvera antes, à vontade da maioria dos deputados constituintes, , aos esforços dos militares do MFA que se haviam afastado da esquerda militar mas que eram democratas, e à posição tomada pelo Presidente da República que também era o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas e havia promulgado até à data da aprovação da Constituição todas as conquistas revolucionárias que haviam surgido ao longo do processo.

Quando a Constituição foi promulgada já estava muito avançado o processo da mudança da correlação de forças e não havia uma base social de apoio suficiente para a consolidação e a execução de uma política de acordo com o ordenamento económico-social constitucional.

Para além das contradições já, atrás, enunciadas julgo dever salientar como causas da mudança da correlação de forças políticas, sociais, civis e militares:
 

  • as divergências e oposição de interesses entre democratas que haviam estado unidos, embora com muitas dificuldades, contra a política do regime fascista-colonialista e posteriormente unidos no apoio ao MFA e à Revolução.
     
  • uma ofensiva psicológica e ideológica bem sucedida contra os sectores revolucionários do MFA, identificando-os com o Partido Comunista.
     
  • divisões profundas dentro da esquerda do MFA.
     
  • a persistente influência da ideologia burguesa e pequeno-burguesa entre os militares do MFA, bem como a influência dos resultados eleitorais para a Constituinte, fortemente favoráveis às correntes social- democratas (Partido Socialista e Partido Popular Democrático) .
     
  • o propósito dos partidos vencedores das eleições de impedirem a consolidação das conquistas alcançadas aliás, com a sua participação no governo, em contradição com seus próprios programas socialista e socializante.
     
  • a permanência da ideologia pequeno-burguesa e burguesa entre a maioria dos trabalhadores e da população,
     
  • a permanência da larga influência, entre a população, dos sectores mais conservadores e retrógrados e até caciqueiros do clero,
     
  • o apoio dado à contra-revolução pela social-democracia internacional e pela democracia-cristã internacional e pelo imperialismo.

Em contraste com o ordenamento económico-social da Constituição de 1976, a política que tem vindo a ser levada à prática, e coberta por sucessivas revisões constitucionais que introduziram profundas alterações estruturais, tem sido a da globalização neoliberal nos diversos domínios da actividade política, económica, social, das relações exteriores, da comunicação social e das Forças Armadas.

O neoliberalismo tem provocado o agravamento das desigualdades, o que é uma das suas características estruturais.
Provoca o aumento do desemprego, a desindustrialização, a ruína da agricultura e das pescas, a degradação do ambiente, a mercantilização de todas as actividades da sociedade, a tomada de sectores estratégicos da nossa economia por grandes corporações transnacionais, em consórcios maioritários com grupos económicos nacionais, a degradação e a restrição das funções económicas e sociais do Estado.

A política neoliberal provocou a destruição da reforma agrária, o desmantelamento do aparelho produtivo, a redução radical do sector público da economia, a limitação dos direitos sindicais e laborais, a integração subordinada na economia europeia e mundial.

A política neoliberal tem desenvolvido uma tenaz e continuada ofensiva contra os princípios da justiça social, da equidade social, da democratização da cultura.

A política de coligação da direita com a extrema-direita é a mais poderosa tentativa de liquidação do 25 de Abril, no contexto de uma perigosa situação internacional. A não ser ultrapassada rapidamente corremos o risco de uma irreversível crise no presente quadro constitucional.

O facto de pertencermos à União Europeia, na qual são relativamente estáveis as instituições que caracterizam a democracia burguesa, tende a criar em muitas pessoas a convicção de que a democracia entre nós é irreversível.

Esta atitude, por um lado, não tem em conta a grave ameaça para a democracia que representa um governo como o actual, na presente situação internacional, caracterizada pela globalização neoliberal, comandada pelo EUA e os seus poderosos aliados, e, sobretudo caracterizada pela «guerra preventiva e sem fim» contra o terrorismo, de que são exemplo as guerras do Iraque, do Afeganistão e Palestina.

Por outro lado, é uma atitude desmobilizadora porque o futuro de Portugal depende dos portugueses.

Trata-se de um problema político, mas também, de um problema cultural, em sentido amplo: encontrar as formas de consciencialização e mobilização para a acção colectiva, para a compreensão do que é o regime democrático, e o quadro em que essa acção colectiva pode livremente exercer-se.

O modo de produção capitalista, em consequência da sua própria essência, das leis do seu desenvolvimento, das condições necessárias à sua reprodução e perpetuação, conduziu à globalização neoliberal.

Esta política, comandada pelos Estados Unidos da América, sustentada pela sua força militar e dos seus poderosos aliados da NATO, embora com contradições internas e externas, procura impor-se a todo o mundo.

É uma política de decidida penetração generalizada e cada vez mais expandida da ideologia e da prática do consumismo nos hábitos de comportamento das pessoas e na formação da sua consciência social e política.

O 11 de Setembro permitiu que os interesses económicos da globalização neoliberal, pudessem ser acelerados sob o manto ideológico da luta contra o terrorismo.

Passámos a assistir à banalização da intervenção militar externa deliberada, à margem do Direito Internacional, a pretexto de levar a democracia «aos povos não democráticos», cujos países, curiosamente, dispõem de recursos naturais estratégicos.

E a guerra contra o terrorismo é estabelecida em duas vertentes.

Como uma guerra preventiva, a pretexto da defesa dos interesses próprios, onde e quando esses interesses se sentirem ameaçados, e como uma «guerra sem fim».

Tudo isto justificando a corrida aos armamentos nucleares, químicos, radiológicos e biológicos.

Estamos perante uma política de dominação unipolar planetária por parte da mais forte potência militar que jamais existiu sobre a terra e com ela a uma ofensiva global do capitalismo que procura impor-se a todo o mundo como sistema único de organização da sociedade.

Será possível que a acção consciente, organizada e determinada dos trabalhadores e dos povos, seja capaz de criar condições para pôr fim a esta ofensiva global do capital e substituir a sociedade capitalista por uma sociedade mais justa, a socialista?

Será possível, neste quadro pôr fim à política de direita que vem sendo feita em Portugal, há cerca de 30 anos?

Ao contrário do que pode parecer o capitalismo está em crise. E a crise que o capitalismo, hoje, vive não é conjuntural mas estrutural. Por isso o sistema procura impor, a todo o mundo, esta globalização, como fase final, ou definitiva, da sua evolução histórica.

Contudo, o capitalismo não é reformável, porque as relações sociais em que se baseia e sem as quais não pode sobreviver são intrinsecamente contraditórias, injustas e de exploração do homem.

Assim, a cada momento, se agrava o processo de globalização, cuja «regulação pseudo equilibradora» não é, hoje, «a mão invisível do mercado» de Adam Smith, mas a força militar liderada pelos EUA. É o próprio Kissinger que o afirma.

O novo imperialismo planetário necessita do controlo dos recursos naturais e das guerras «preventivas», e de «intervenção humanitária» para garantir a sua dominação e superar a sua fraqueza económica intrínseca.

Com efeito o imperialismo americano vive hoje uma crise económica estrutural com tremendos défices na balança de pagamentos, no orçamento federal, no endividamento interno, e na balança comercial e energética.

Espelho desta situação é a queda do dólar em relação ao euro.

O capitalismo necessita da guerra e da fome e da miséria de milhares de milhões de pessoas.

O seu domínio sobre a ciência e a tecnologia, utilizadas, permanentemente, como meios para a superação da crise estrutural do sistema, tem levado a consequências dramáticas no meio ambiente, colocando em risco a continuidade da vida humana sobre o planeta, tal como a conhecemos hoje.

Por isso se coloca, hoje, no horizonte histórico do homem, a necessidade de travar a actual ofensiva do capitalismo neoliberal e de o substituir por uma sociedade orientada para a construção do socialismo.

Mas não haverá uma terceira via, a qual tem sido defendida por partidos socialistas e sociais-democratas?

Penso que não.

Os seus defensores ao pretenderem colocar-se entre capitalismo e socialismo têm na prática adoptado políticas neoliberais contrárias aos interesses dos trabalhadores e dos povos dos seus países, como se tem por exemplo verificado com a experiência recente e actual dos governos socialistas e sociais-democratas na Europa, os governos de Jospin em França, Shroeder na Alemanha, Blair na Grã-Bretanha.

É que não é possível, dada a essência do sistema capitalista, uma via intermédia entre o capitalismo e o socialismo.

A gravidade da situação é a de que a globalização neoliberal corresponde a um grau de concentração transnacional da propriedade, da produção, do poder político comandado pelos monopólios transnacionais, fundidos com os Estados das principais potências imperialistas.

Por outro lado a revolução científico-técnica não pode adiar indefinidamente a explosão das contradições antagónicas e insolúveis do sistema, a sua incontrolabilidade intrínseca, essencial.

Não estamos em condições de prever o futuro próximo.

Mas conhecemos já ao que pode conduzir a política actual.

Impõe-se, portanto, a luta contra o neoliberalismo e contra as guerras que o sistema desencadeia, luta que tenha sempre presente, como objectivo final, a superação do capitalismo.

As lutas nacionais não devem ser desligadas das acções internacionais.

Só a luta, sobre a base de problemas concretos, procurando mobilizar as consciências e os corações, estimular a disponibilidade para a acção ao longo da qual se promoverá a participação e a intervenção populares, em todos os domínios da vida da sociedade, conduzirá o homem a ser sujeito do seu próprio destino.

Será a soma de todas as lutas, a sua articulação a nível internacional, a sua organização, que poderão levar à mudança da correlação de forças, a nível mundial.

É necessário apoiar, estimular, articular os movimentos contra a guerra e de resistência anti-imperialista que, hoje, vão surgindo e se desenvolvem em todo o mundo.

Nestas condições tão difíceis e tão exigentes para cada um de nós, a missão das forças democráticas e progressistas, no nosso país, é a luta quotidiana, continuada, persistente, tenaz, inteligente, firme, pela consciencialização política e social da nossa população, para a efectiva participação e intervenção profunda na construção do seu próprio futuro.

Luta que deve ter por base os problemas mais concretos, mais diversos, em todos os domínios da vida da nossa sociedade.

Luta contra a guerra, contra o armamentismo.

Luta que deve ser pluriclassista porque a ameaça ultrapassa os limites das classes trabalhadoras.

Luta, ela própria, formadora da consciência política e social, mobilizadora de vontades e corações, da disponibilidade pessoal e colectiva para enfrentar e combater, de modo vitorioso, as consequências da política neoliberal globalizante.

Luta que tem por objectivo inverter a presente correlação de forças políticas e sociais, civis e militares, para pôr fim à política de direita e criar condições para a política alternativa de que Portugal precisa.

Uma política que procure satisfazer os mais legítimos anseios e interesses da grande maioria da nossa população, de defesa e consolidação do regime democrático, de desenvolvimento e de progresso, de independência nacional e de paz, apoiada nos princípios programáticos da Constituição da República.

Luta na qual têm um papel decisivo a existência dos sindicatos, dos partidos políticos, dos movimentos sociais e associações democráticas e progressistas, nos mais diversos domínios da actividade social, que lutem por uma transformação radical da sociedade.

Luta através da qual se irá ganhando espaço decisivo nas instituições no poder legislativo, no governo, no poder local e regional.

Luta ao longo da qual será acumulada a força social e política necessária para a mudança e para a instauração de um governo que faça uma política que cumpra o princípio constitucional fundamental do preâmbulo da Constituição da República: "abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno".

[*] Intervenção apresentada no Encontro Internacional “Civilização ou Barbárie”, Serpa, Setembro/2004.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

16/Fev/05


Unidade POVO/MFA editou às 18:40
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